PERFIL COMPORTAMENTAL DE {{nome}} EM INTERPRETAÇÃO DRAMÁTICA:
MECANISMOS EM DESTAQUE NESTE PERFIL: EXPANSÃO E DISTORÇÃO:
Com um alto nível de intensidade em Interpretações Dramáticas, {{nome}} tende a desenvolver visões particulares e composições individuais da realidade em que vive, oferecendo a si mesmo(a) uma versão dos acontecimentos que contém uma significativa quantidade de preenchimentos de lacunas, isto é, a utilização de suposições próprias para complementar informações que não podem ser constatadas de maneira inequívoca durante a observação do fato ocorrido.
Sob uma ótica própria desenvolvida neste perfil, os acontecimentos tendem a receber uma interpretação desproporcional em relação à que realmente possuem, no caso de {{nome}}, tendendo a um maior dimensionamento em relação à sua verdadeira natureza, potencializando críticas de maior severidade ao que desagrada ou um enaltecimento exagerado aos possíveis benefícios das partes de algo que se aprova, mesmo que as informações geradoras dessas críticas ou elogios não tenham sido averiguadas de maneira concreta por meio de perguntas diretas ou de uma criteriosa análise dos fatos.
Um senso de responsabilidade, que comumente se torna distorcido, faz com que {{nome}} se sinta em uma posição de certa superioridade moral, acreditando ter o poder de avaliar, a partir de suas próprias crenças, o comportamento adequado para outras pessoas. Neste contexto, pode assumir ilusoriamente a função de garantir que o outro se comporte como acredita ser devido. Essa tentativa de direcionar comportamentos fora de sua competência pode fazer com que {{nome}} entre em constante desconforto e ultrapasse limites do que lhe compete, algumas vezes chegando a certos níveis de sofrimento por não conseguir alterar comportamentos específicos de outras pessoas sobre as quais acredite exercer algum tipo de guarda, proteção afetiva ou superioridade moral.
Um nível desproporcional de pessoalidade atribuído ao que ocorre, como se seu envolvimento pessoal fosse central em relação ao desenvolvimento dos comportamentos que observa, ou até mesmo uma visão egocêntrica de que os comportamentos externos dependem de sua anuência, pode, frequentemente, favorecer a criação de um senso de responsabilidade também desproporcional, levando {{nome}} a acreditar ter o direito de intervir ou exercer um papel decisor frente a definições que não são, na prática, de sua verdadeira competência, como, por exemplo, tentar induzir mudanças na personalidade ou forma de agir de outras pessoas.
Esse elevado senso de responsabilidade, quando associado à percepção de incapacidade para induzir as mudanças desejadas no comportamento de terceiros, pode fazer com que o nível de insistência se torne desconfortável para ambas as partes, tornando os movimentos que exigem tais mudanças cada vez mais intensos, indesejados e desconfortáveis.
Alguns problemas, mesmo que não sejam de sua responsabilidade, podem ser assumidos por {{nome}} que, na busca por tornar conhecido seu valor, tende a tentar assumir diversas tarefas que não lhe competem, utilizando-se de grandes desafios assumidos para justificar maiores esforços e sacrifícios que visem a construção de seus atos heroicos.
Uma comum busca por reconhecimento presente no perfil atual de {{nome}}, faz com que grandes feitos sejam necessários para construir uma valorização compatível com tal mérito. Para isso, pode ser comum a tentativa de demonstração de superioridade de sua conduta ou ações, tentando chamar a atenção e se assegurando de que todos saibam do valor de seus feitos e contribuições. {{nome}} se empenha com afinco para desenvolver um bom trabalho e pode se frustrar quando o seu esforço não é valorizado de maneira social.
Essa mesma busca por grandes feitos que visa, comumente, conquistar reconhecimento, pode criar a sensação do dever de proteger os “mais fracos” ou “oprimidos” dos problemas que vivem, para isso, comprando as dores e saindo em defesa de quem avalia “não conseguir sozinho”. {{nome}} pode inclusive se sentir envergonhado(a) quando uma pessoa que acredita estar sob sua guarda faz algo fora de suas definições, como se a ação houvesse sido realizada por si mesmo(a).
Quando não alcança um reconhecimento de nível desejado, pode sentir-se desrespeitado(a). Esse desrespeito vem, comumente, acompanhado da tão indesejada sensação de desvalorização e culmina, com frequência, em uma forte sensação de indignação ou frustração, que pode ativar um modo de defesa ou ataque que aponte o erro pelo não reconhecimento ou descredibilize a conduta de seu interlocutor.
Uma interpretação com vieses próprios e a narrativa dos fatos existentes pode ser direcionada de maneira intencional por {{nome}}, mesmo que inconscientemente, para resultar em uma conclusão previamente concebida e interessante para provar um ponto que se desejava sustentar, mesmo que haja significativas imprecisões tanto no contexto quanto no resultado de tais interpretações. Não necessariamente este cenário aponta uma mentira intencional, muitas vezes trata-se de uma interpretação predisposta a um resultado menos preciso, porém desejado, que pode apontar para certa coerência sob uma ótica seletiva, e talvez precipitada, de quem a conta. Excluindo casos constatados como intencionais ou de má fé, uma pessoa nessa condição não deseja conscientemente causar prejuízos, apenas possui um perfil menos analítico e deseja tanto provar seu ponto, que está disposta a interromper uma análise em estágio incompleto, caso as tendências já apontem para a sustentação do resultado que defende.
Um alto nível de preenchimento de lacunas e uma percepção por vezes subjetiva de {{nome}} pode levar ao desenvolvimento da sensação de existência de dívidas frente a pessoas ou situações. Pode-se acreditar que se deve algo a alguém, como que uma impressão de que não será merecedor(a) de tudo o que lhe foi oferecido caso não cumpra com grandiosos resultados. Criar cenários desgastantes para si na tentativa de gerar grandes resultados pode ser uma forma de oferecer compensação por essa dívida, certas vezes transferindo, inconscientemente, essa compensação para pessoas de sua convivência, extrapolando suas responsabilidades na tentativa de cuidar excessivamente de pessoas com quem se relaciona.
Ao contrário do tópico anterior, {{nome}} pode desenvolver a falsa impressão de que alguém ou alguma fase da vida lhe deve algo, como se não houvessem sido oferecidas pelo mundo ou por alguém em específico as oportunidades ou o afeto que merece. Neste caso, o nível de cobrança frente aos ambientes pode se tornar elevado e seguir aguardando que a compensação seja gerada por condições externas, muitas vezes exercendo uma transferência inconsciente dessa cobrança sobre as pessoas com quem se relaciona.
Um foco significativo no passado e um maior apego aos investimentos já realizados podem limitar a capacidade de {{nome}} virar a página e seguir para novas direções quando constata a ineficiência de um projeto pessoal ou profissional.
